Cibernética na Arte: da teoria às experimentações artísticas
A Cibernética veio a realizar nos anos 1950 um grande salto conceitual, passando a dar ênfase aos processos de
informação e organização. Isso significava dizer, por conseguinte, que o foco estaria também nas questões de
linguagem que permitiriam a comunicação entre diferentes sistemas, pois era uma ciência da comunicação e do
controle no ser humano e máquinas. Contudo, a definição de cibernética foi se alargando, até se tornar o que é
atualmente, o estudo dos sistemas – ou organismos – complexos e adaptativos. A idéia de programa, modelos,
cálculos e formulações matemáticas, iteratividade, dados, variáveis, reversibilidade, conectividade,
recursividade, mutabilidade, acaso, redes, padrões emergentes, perspectivas múltiplas, estruturas
generativas, autoria procedimental, eventos e labirintos semânticos passou a fazer parte das propostas
artísticas. Esta palestra apresentará trabalhos de arte que utilizam alguns mecanismos introduzidos
pela cibernética e pela noção de sistema, e que demonstram a estreita relação entre a poética e os códigos
da lógica computacional.
Silvia é professora do Departamento de Artes da ECA/USP. Doutora em Comunicação e Semiótica pela
PUC/SP, Mestre em Multimídia pela UNICAMP, e Graduada em Artes.
Designer gráfico e multimídia e pesquisadora na área de arte e tecnologia, tem desenvolvido
trabalhos em realidade virtual, multimídia e web-arte, participando de vários
congressos e exposições nacionais e internacionais.
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